Uefa abre processo por caso de racismo da torcida do CSKA Moscou contra Touré

Clube russo, no entanto, afirma que acusações são "infundadas"

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

REPRODUÇÃO/UEFA
Caso teria ocorrido nesta quarta-feira, durante partida entre CSKA e City pela Champions League
A Uefa decidiu abrir procedimento disciplinar contra o CSKA Moscou por suposto comportamento racista dos seus torcedores durante a partida contra o Manchester City, na última quarta-feira, em Moscou, pela Liga dos Campeões da Europa. Segundo a entidade, o caso será avaliado pelo seu comitê disciplinar em uma semana, até o próximo dia 30 O volante marfinense Yaya Touré alega que ouvia a imitação de sons de macaco quando tocava na bola. Ao fim do jogo em Moscou, o jogador contou que chegou a reclamar com o árbitro romeno Ovidiu Hategan durante a partida, mas nada foi feito para impedir os atos racistas da torcida do CSKA Moscou. "É decepcionante. É inacreditável e muito, muito triste ouvir cânticos como aqueles vindo dos torcedores", disse o jogador. Na ocasião, ele pediu que os russos fossem punidos. "Penso que a Uefa deve agir com rigor. Talvez fechar o estádio por alguns jogos. Como um jogador africano, é sempre triste ouvir algo assim. Seria ótimo se conseguíssemos acabar com isso", afirmou Touré. O CSKA Moscou porém, afirma que são infundadas as acusações contra a sua torcida. Em nota, o clube disse estar "surpreso e desapontado" com as declarações de Touré e que acusações de racismo são infundadas". Seydou Doumbia, atacante de Costa do Marfim que joga pelo CSKA Moscou saiu em defesa do seu clube, contra seu compatriota. "Meu colega marfinense está claramente exagerando", disse Doumbia para o site do clube russo. Mais protestos A Kick It Out, entidade que luta contra o racismo do futebol, vai pedir que o árbitro romeno seja banido do esporte depois de ele ter sido complacente com atos racistas denunciados pelo marfinense Yayá Toure. Herman Ouseley, parlamentar britânico, um dos diretores da Fundação Manchester United, criador e presidente da Kick It Out, afirmou em entrevista à Rádio BBC que o árbitro deve ser punido. "Ele pode não apitar de novo. Ele falhou em fazer o seu dever na última noite e esta é uma questão com a qual a Uefa terá que lidar", disse Ouseley. Pelo que determina a Uefa, o árbitro deve parar o jogo e pedir que o sistema de som do estádio ordene o fim das ofensas. Se não surtir efeito, deve paralisar a partida. Em um terceiro passo, o jogo é suspenso.