Minas quer liberdade de opção

Partidos que são da base de Dilma Rousseff e Aécio Neves apostam na não-verticalização do pleito

iG Minas Gerais | Lucas Pavanelli |

CHARLES SILVA DUARTE / O TEMPO
Mário Heringer avalia que o seu partido precisa de ter autonomia nos Estados
Com as suas executivas nacionais na base do governo Dilma Rousseff (PT) e as estaduais imersas na base do ex-governador Aécio Neves (PSDB), lideranças políticas de Minas acreditam na repetição do fenômeno da não-verticalização para as eleições do ano que vem. Assim como ocorreu em 2006 e 2010, líderes mineiros do PP, PDT e PTB fieis ao tucano esperam que, caso os caciques nacionais de suas legendas optem por permanecer na base de Dilma, a bancada em Minas tenha liberdade para apoiar o candidato escolhido por Aécio para disputar o governo do Estado. A decisão, de fato, só vai sair durante as convenções nacionais do ano que vem. “Eu acredito que a liberação é a alternativa mais provável”, afirmou o deputado federal Luiz Fernando Faria (PP), que confirmou que, nacionalmente, a legenda está “muito dividida e muito assediada” pelas três candidaturas a presidente: Dilma, Aécio e Eduardo Campos. O também pepista Dimas Fabiano, no entanto, diz que apoiar a candidatura de Dilma não é viável. “Temos seis pré-candidatos a governador que não vão andar junto com o PT. Poderia rachar o partido”, afirmou Fabiano. A convenção que vai decidir os rumos do PP nas eleições acontece em maio de 2014. No PDT a situação é semelhante. Hoje, o partido ocupa tanto o Ministério do Trabalho no governo federal quanto a Secretaria de Trabalho e Emprego, no governo de Minas. “Acredito que os Estados vão ser liberados para apoiar quem quiserem. Há uma pluralidade em todo o país”, defende o presidente estadual do PDT, Mário Heringer. “É sempre mais fácil compor com quem já está”, sinaliza o trabalhista. Outros partidos estão no mesmo barco: o PR, que comanda o Ministério dos Transportes em nível federal e a subsecretaria de Relações Institucionais e o PTB, com a vice-presidência do Banco do Brasil e a Secretaria estadual de Esportes e da Juventude. PROS. O partido que nasceu na base de Dilma articula uma união com o PP na Câmara para garantir mais força à base aliada. O resultado da aliança pode garantir à legenda novata o controle da Secretaria Nacional de Portos, antes sob comando do PSB, que deixou o governo. Em Minas, o presidente do PROS, deputado federal Ademir Camilo, disse, na convenção do partido, ainda não ter decidido sobre o apoio ao governo do Estado e que, por ora, está preocupado em garantir a adesão de prefeitos.BancadaAliança. A união de PP e PROS na Câmara, caso concretizada, formará a terceira maior bancada no Congresso, com 58 deputados. Ficam atrás somente de PT (88) e PMDB (76)

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