Ao pediatra, mesmo depois dos 20

Jovens buscam atendimento clínico na área pediátrica após a infância e adolescência. Hábito não traz malefícios, afirma médica

iG Minas Gerais | Anderson Rocha |

Check-up médico ela faz uma vez por ano. O hábito saudável ajuda a prevenir e diagnosticar doenças, por meio de uma série de exames. A pessoa procurada é sempre a mesma. “Ele foi meu pediatra, acompanhou a mim e a meus irmãos durante a adolescência e ainda hoje é assim”, afirma a esteticista Joana Campelo, de 27 anos. A ação (aparentemente curiosa) de consultar-se a um pediatra conhecido da família mesmo após a infância, na verdade, é um comportamento inofensivo. “O pediatra acompanha a família desde o nascimento do bebê e, por isso, conhece um grande histórico da criança ou adolescente”, explica Tatiane Miranda, médica com atuação em saúde do adolescente e membro do Comitê de Adolescência da Sociedade Mineira de Pediatria. De acordo com ela, a SBP, sociedade nacional da área, sugere que os pais dêem continuidade à atenção clínica de seus filhos com até 20 anos incompletos (19 anos, 11 meses e 29 dias) no pediatra. Há, inclusive, uma especialidade médica que atende ao adolescente - a hebiatria. O auxílio médico após esta faixa etária, porém, não é inadequado. A despachante Nayara Briner, de 22 anos, também já passou da idade-limite oficial para atendimento com pediatra. Porém, ainda é com ele que se consulta, “desde pequenininha”, juntamente com as duas irmãs. “Minha mãe tem muita confiança nele. A última vez eu estava com dor de garganta e resfriada”, relembra. Onde vou? A criança cresceu e os pais não sabem mais onde levá-la. Na dúvida, Tatiane Miranda aponta as sugestões. “O adolescente pode ser levado ao médico da família, ao pediatra geral, ao pediatra especializado em saúde da adolescência ou em um clínico que goste de atender o adolescente”, afirma. Todos eles podem ser consultados. 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave