Novo capítulo das biografias

Votação do projeto que dispensa autorização é adiada; questão repercute no mundo

iG Minas Gerais |

David Levenson
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[NORMAL_A]Havia a expectativa de que o projeto que libera as biografias não autorizadas fosse votado ainda ontem, após o pedido de urgência feito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Ele próprio destacou, contudo, que foi necessário o adiamento do pleito em função de “pautas remanescentes” – renegociação das dívidas de Estados e municípios com a União, piso nacional para os agentes comunitários de saúde e novo Código de Processo Civil. De acordo com a Agência de Notícias da Câmara, o projeto será debatido mais para frente, ainda sem data definida.RepercussãoEscritores de sete países comentaram, a pedido do site G1, a necessidade de autorização para publicar biografias no Brasil. A jornalista, ativista gay e escritora Masha Gessen, autora da biografia “Putin – A Face Oculta do Novo Czar”, diz que “se as pessoas não forem autorizadas a escreverem sobre ditadores sem a permissão deles, o mundo será mais pobre e ainda mais perigoso do que já é”. A canadense Isabel Vincent, que teve um livro sobre a empresária Lily Safra proibido no Brasil, disse que as regras no país são “Orwellianas”, em citação ao autor de “1984”, ficção sobre a vigilância do governo. Peter Carlin, que escreveu biografias de Paul McCartney, Bruce Springsteen e Brian Wilson, diz que “a primeira emenda da Constituição dos EUA dá a escritores liberdade quase ilimitada, desde que eles não saiam espalhando mentiras com intenção prejudicial”. “Assim, eu fui criado para ver a liberdade de expressão como um direito humano fundamental”, diz ele.

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