Contos de fadas em versão moderna

“Once Upon a Time” recria histórias clássicas para os tempos atuais

iG Minas Gerais | Isis Mota |

Jack Rowand
undefined
Quando os irmãos alemães Jacob e Wilhelm começaram a coletar lendas e contos e publicaram, no início do século XIX, a primeira versão do seu “Contos da Criança e do Lar”, tornaram-se populares. O livro cresceu, foi reeditado, traduzido, ganhou ilustrações. Sua quinquagésima edição, a última com os autores vivos, trazia 181 narrativas do fantástico e do sobrenatural, além dos contos de fadas. Se você não sabe quem são eles, pense em Branca de Neve, Cinderela, Príncipe Sapo, Rapunzel, Chapeuzinho Vermelho, Bela Adormecida e Rumpelstiltskin. Agora caiu a ficha? Duzentos anos depois, esses personagens continuam dominando o imaginário – só que, desta vez, dos adolescentes e adultos, e inseridos no nosso mundo, com carros, celulares e armas de fogo. Chapeuzinho Vermelho, Branca de Neve, Cinderela e tantas outras estão em “Once Upon a Time”, exibida no Brasil pelo canal Sony, assim como Rumpelstiltskin, um dos grandes vilões da série. A diferença é que, na TV, é a Chapeuzinho quem vira o lobo, Branca de Neve não anda sem arco e flecha, Peter Pan é a encarnação do mal e o Capitão Gancho, um bonitão que só faz alguma maldade para sobreviver. “A Bela e a Fera”, o tradicional conto de fadas francês originalmente escrito em 1740, aparece em “Once Upon a Time”, em que a fera é Rumpelstiltskin e a Bela, bom, é ela mesma. Mas o conto ganhou vida própria em outra série, “Beauty and the Beast”, que passa no Brasil nos canais Universal e SyFy. A bela, aqui, é a policial Catherine Chandler (Kristin Kreuk, de “Smallville”), uma detetive que testemunhou o assassinato de sua mãe e foi salva por uma suposta fera. Nove anos mais tarde, um caso a leva a descobrir Vincent Keller, um ex-soldado que era dado como morto, e que, submetido a experiências científicas, havia se transformado na tal fera que a salvou. O resto da história a gente já conhece. Outra que bebeu na mesma fonte é “Grimm”, série exibida no Brasil pelos canais Universal e SyFy. A diferença é que, em “Grimm”, o herói é Nick Burkhardt (David Giuntoli), um policial da divisão de homicídios que tem a vida virada do avesso ao descobrir, depois da morte de uma tia, que é descendente de uma sociedade secreta de caçadores de seres sobrenaturais: ele é um Grimm. Criada por David Greenwalt (o mesmo de “Buffy, a Caça-Vampiros” e “Angel”) e Jim Kouf, “Grimm” coloca nas ruas de Portland (EUA) um ser humano capaz de ver a verdadeira natureza das criaturas, mas que tem que lidar com o dilema entre as técnicas bárbaras de sua linhagem e a ética de bom mocinho que desenvolveu na polícia. O resultado é uma trama gostosa, que, se não vicia como tantas outras séries, preenche o tempo de maneira lúdica e dá aquela aliviada na tensão dos “CSIs” que estão em toda parte.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave