Prefeitura apresenta projeto de ocupação para moradores

Encontro acontece uma semana depois de O TEMPO mostrar com exclusividade a proposta

iG Minas Gerais | aline lourenço, BERNARDO MIRANDA e LARISSA ARANTES |

douglas magno
Entrada de pessoas na audiência pública foi controlada por vários guardas municipais.
A população de Belo Horizonte teve ontem o primeiro contato com o projeto da Operação Urbana Consorciada (OUC) Nova BH, que vai nortear o crescimento da capital nos próximos 20 anos. Uma semana depois de O TEMPO  mostrar, com exclusividade, a proposta que até então era mantida em sigilo, o Executivo convocou moradores dos 58 bairros que serão afetados pelo adensamento no entorno dos corredores Antônio Carlos/Pedro I e Andradas/Tereza Cristina. Também foram apresentados ao projeto os vereadores da capital, da base e da oposição – para virar realidade, o projeto precisa ser aprovado na Câmara. Crescimento . A intenção é direcionar a ocupação da cidade para áreas que já contam com estrutura de deslocamento – como grandes avenidas – e de serviços, retirando o foco do centro da cidade. Para isso, a prefeitura pretende aumentar o potencial construtivo de várias regiões e, consequentemente, o tamanho das construções. A mudança afetaria, inclusive, áreas hoje de proteção, as chamadas Áreas de Diretrizes Especiais (ADEs), como é o caso do bairro São Luiz, na Pampulha, do Santa Tereza, na região Leste, e do Lagoinha, na região Oeste. Essas áreas contam hoje com um alto nível de restrição para construções e teriam os limites flexibilizados. Em dois pontos da Pampulha, por exemplo, o potencial construtivo iria de 0,6 para 3,0 e de 0,6 para 4,8. O secretário adjunto de Planejamento Urbano da capital, Marcello Faulhaber, foi procurado ontem, mas não quis falar com a reportagem.  

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