Policiais militares e civis serão investigados pela morte de advogado no Castelo

Criminosos ainda são procurados; já se sabe que três homens encapuzados participaram da ação

iG Minas Gerais | Lucas Simões |

A Polícia Civil ampliou sua linha de investigações e vai apurar o possível envolvimento de policiais militares e civis na morte do advogado Jayme Eulálio de Oliveira, 37, assassinado com 40 tiros dentro de seu carro, na portaria do prédio onde morava, no bairro Castelo, na região da Pampulha, na última terça-feira (22). Nesta quinta-feira (24), o delegado Rodrigo Bossi, da Delegacia de Homicídios Noroeste e responsável pelo caso, informou que três homens com capuzes participaram da ação e que ainda procura pelos criminosos.   “Temos linhas selecionadas de investigação e vamos trabalhar nisso. Uma delas é a participação de policiais, mas isso é considerado secundário ainda”, disse o delegado, que preferiu não comentar detalhes sobre o possível envolvimento de policiais no caso. Porém, a suspeita ganhou força pelo fato do jurista assassinado ter tido clientes que são policiais militares e também policiais civis.   Questionado sobre a identificação dos suspeitos, o delegado disse que ninguém foi reconhecido até agora e nenhum mandato de prisão foi expedido. Ele negou também que dois suspeitos, chamados pelos apelidos de Mau Mau e Cafu, poderiam ser os autores do crime. “Uma pessoa no local (do crime) chegou a dizer que um dos autores parecia com esse Mau Mau, mas nada concreto”, disse Bossi, que preferiu não revelar se os dois teriam algum envolvimento com o crime ou não. Apesar disso, uma fonte da Polícia Civil ouvida por O TEMPO informou que um dos suspeitos foi identificado e pode estar envolvido no crime.   Porém, o delegado afirmou que três homens foram flagrados pelas imagens do circuito de TV externo do prédio da vítima – e não dois, como havia sido divulgado pela polícia anteriormente. Os suspeitos estariam de rosto limpo, mas usaram capuzes para camuflar a identidade durante a ação. “As imagens estão escuras, mas dois deles atiraram e um ficou no carro. Todos usavam capuzes nas cabeças, isso sabemos”, completou o delegado.   Depoimentos. Ainda segundo Bossi, apenas uma secretária do advogado e um sócio dele prestaram depoimento à polícia até agora – porém, o teor das declarações não foi revelado e nenhum suspeito teria sido apontado por eles.    Apesar disso, o delegado Wagner Pinto, chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que acompanha o caso, informou que entre seis e oito testemunhas já prestaram depoimento à polícia. Segundo ele, essas pessoas ouvidas relataram sem detalhes os perfis de quatro suspeitos diferentes, que poderiam ter participado do crime. “Ainda vamos apurar a relação desses suspeitos passados pelas testemunhas. Mas, pelos depoimentos, tudo (o crime) está relacionado ao exercício profissional dele (Oliveira). Nosso trabalho agora será resgatar a vida regressa do advogado para solucionar esse caso”, frisou.