Mineiros gastam mais de 30 minutos para chegar ao trabalho, em média

Comunicado do Ipea aponta que, desde 2012, mais de 15% dos trabalhadores gastam até 1 hora no percurso casa-trabalho na região metropolitana de BH

iG Minas Gerais | GUILHERME ÁVILA |

JOÃO GODINHO
Congestionamentos em vias de acesso e no entorno dos locais de provas impediram estudantes de chegarem a tempo
Divulgado nesta quinta-feira (24), o novo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre mobilidade urbana em todo o Brasil aponta que os trabalhadores brasileiros gastam mais de 30 minutos no percurso casa-trabalho. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/2012), Minas Gerais ocupa a 11ª posição no ranking de posse de veículos por Estado, com mais da metade das casas (56,7%) contando com pelo menos um veículo privado para atender seus moradores.   Desde 2012, os indicadores do Ipea mostram que 15,7% dos moradores passam mais de uma hora no deslocamento para chegar ao trabalho diariamente na região metropolitana de Belo Horizonte. Ao longo das últimas décadas, o maior número de veículos nas ruas nos outros grandes centros do país, aliado à falta de investimentos nos sistemas de transporte público, aumentou em mais de 40 minutos o tempo médio gasto pelos habitantes nesse mesmo percurso.   A análise conclui ser inevitável a tendência de aumento na taxa de motorização da população, especialmente com a contínua melhora na renda dos trabalhadores. Os dados apontam também que isso gerará impactos sobre as condições futuras da mobilidade nos grandes centros e alertam para a necessidade de se criar novas políticas publicas que venham melhorar a infraestrutura e a beneficiar os deslocamentos das pessoas com maior vulnerabilidade socioeconômica.    "O padrão de mobilidade urbana no Brasil vem se alterando nos últimos anos com o aumento acelerado da taxa de motorização da população, o que significa mais acidentes de trânsito, maior poluição veicular e perda de tempo em função dos congestionamentos nos centros urbanos", conclui o Ipea, que afirma que a taxa de motorização nacional permanecerá crescendo, com impactos diretos nas condições de mobilidade e nos tempos de deslocamento.

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