“Estou sendo linchado”, diz professor da UFMG

Acusado de assediar aluna, sociólogo liga protestos à sua forma de lecionar

iG Minas Gerais | Renata Nunes |

facebook/reprodução - 22.10.2013
Diretório Central dos Estudantes divulgou textos de protesto
São 17 anos de vida acadêmica na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Cerca de 80 a cem alunos a cada semestre, inclusive como orientador. Alguns universitários passaram a ser grandes amigos. No entanto, aos 67 anos, o professor de ciências sociais Francisco Santos Coelho não imaginava em seu currículo uma situação, segundo ele, de tamanho desconforto: passar a ser alvo de protestos por causa de sua forma de dar aula. O docente é acusado – desde o último dia 10 – pelos estudantes de ter ofendido uma colega do segundo período ao dizer que ela era atraente e insinuar uma provável relação. Nesta quarta-feira (23) os universitários iniciaram uma campanha para afastá-lo da instituição. Eles também buscam punição para o professor de matemática Antônio Zumpano, acusado de postar textos homofóbicos no seu próprio blog. Em entrevista concedida a O TEMPO , Francisco explicou que discorre a teoria ancorado no presente, na vida e na rotina das pessoas. “Estou sofrendo um assédio moral fantástico por causa de um mal-entendido profundo. Fui linchado publicamente”, disse. O professor entende que vivemos um momento no qual as pessoas reivindicam singularidade de gênero ou sexual. “São reivindicações justas e de direito. A diferença está em fazer disso uma campanha e por meio dela denegrir outras pessoas. Há gente que usa bandeiras para denegrir os outros”, afirma. Biografia . Nascido em Petrópolis (RJ) e pai de duas filhas, o professor veio para Belo Horizonte em 1997, após aprovação em concurso da UFMG. Após o protesto, recebeu apoio de ex-estudantes e colegas.

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