"Venda antecipada não evita punição", diz procurador-geral do STJD

Caso seja punido nesta quinta-feira, clube celeste terá que cumprir a determinação mesmo com a comercialização dos ingressos

iG Minas Gerais | BRUNO TRINDADE |

DIVULGAÇÃO/MINAS ARENA
Mineirão será a casa do Cruzeiro na partida final da decisão do Mineiro
O Cruzeiro iniciou a venda de ingressos para os seus sócios-torcedores, para as partidas contra Criciúma e Grêmio, no dia 17 de outubro, muito tempo antes do que acontece normalmente. Com isso, chegaram a surgir boatos de que a atitude teria sido tomada para evitar que a Raposa deixasse de jogar esses dois jogos longe da capital mineira, por causa das confusões no clássico contra o Atlético, no dia 13, na Arena Independência. Porém, segundo o procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmidt, a venda antecipada não interfere em nada caso o clube mineiro seja punido com a perda de mando de campo, no julgamento que será realizado nesta quinta-feira. “Se ele estão vendendo ingressos, o problema é deles. Se a punição for aplicada, eles terão que cumprir. Um clube pode vender ingressos para a temporada inteira e nem por isso está isento de punições”, declarou. Questionado sobre o caso do Corinthians, que também teria tomado essa atitude de antecipar a venda dos bilhetes para não deixar de jogar em casa nos jogos subsequentes à punição do STJD, Schmidt afirmou que uma situação não tem nada a ver com a outra. “O Corinthians conseguiu um efeito suspensivo, foi uma outra situação”, concluiu o procurador.    O jogo contra o Criciúma, apenas dois dias depois do julgamento, será mantido, mesmo se o Cruzeiro for punido, porque o estatuto do torcedor determina 10 dias de antecedência para a alteração do local de uma partida. Porém, o jogo contra o Grêmio, que acontece no dia 10 de novembro, poderá não ser realizado no Mineirão caso a Raposa perca o mando de  campo. 

Leia tudo sobre: cruzeirojulgamentopunicaostjdproblemasclassico