Setor fecha o ano com vagas ‘sobrando’

Faltam funcionários qualificados

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |

Douglas Magno / O Tempo
Comparação. Há dois anos, situação era pior, com 8.000 sobras
Apesar dos esforços nos treinamentos de pessoal e da redução na oferta de vagas em outras áreas, os supermercados mineiros não vão conseguir preencher 2.000 postos de trabalho em 2013, segundo o superintendente da Associação Mineira de Supermercados (Amis), Adilson Rodrigues. Apesar da dificuldade, ele ressalta que a situação está bem melhor na comparação com o que acontecia há dois anos, quando a atividade deixou de empregar de 8.000 a 10 mil pessoas em razão da dificuldade de encontrar mão de obra adequada. Para ele, a tendência é de redução desse número. “Esse não é um problema apenas dos supermercados. No país, temos cerca de 8 milhões de desempregados e o mesmo número de postos em aberto. E a conta, que deveria fechar, não fecha. Afinal, esses desempregados são analfabetos, não têm o básico”, observou durante coletiva da 27ª Superminas Food Show, que começou ontem e vai até amanhã, no Expominas, em Belo Horizonte. Ainda assim, Rodrigues ressaltou que o setor vai empregar 8.000 ainda neste ano, fechando 2013 com 156 mil postos de trabalho. E com a aproximação do fim do ano, os trabalhadores temporários já começaram a ser selecionados pelas empresas. A estimativa é que sejam contratados de 2.000 a 3.000 pessoas no Estado, total semelhante ao de 2012. Natal. Para o superintendente da Amis, os últimos meses de 2013 prometem resultados positivos para os empresários do segmento. “A média para o Natal é de crescimento nas vendas de 6% a 8%. Tem empresa apostando num crescimento real de 15%”, conta. No ano passado, o incremento real variou de 3% a 4%. “O dólar está acomodado. A renda, se não cresce, fica estável”.   Crescimento deve ser de até 4,5% O faturamento do setor supermercadista do Estado deve ter crescimento real de 4% em 2013, depois de ficar no “zero a zero” no ano anterior, segundo Adilson Rodrigues. “Pode chegar a 4,5%. Amanhã (hoje), teremos novos números”, diz. A razão para o otimismo é que o resultado das pesquisas está superando as previsões da entidade. Ontem, o presidente do Sindicato da Indústria da Panificação, José Batista de Oliveira, deu uma boa notícia para o consumidor ao descartar novos aumentos do pão.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave