Novos aliados planejam bloco

PP e PROS articulam se unir para formar a terceira maior bancada do Legislativo brasileiro

iG Minas Gerais |

BETO BARATA/AGÊNCIA ESTADO - 22.11.2011
Bancadas. Com a união concretizada, novo bloco somaria 58 deputados, ficando atrás somente das bancadas do PT e do PMDB na Câmara
Brasília. O PP e do PROS articulam a criação de um bloco parlamentar na Câmara dos Deputados com o objetivo de se transformar na terceira força no Legislativo e, assim, se cacifar para a reforma ministerial que a presidente Dilma Rousseff planeja realizar nos próximos meses.   Se concretizado, o bloco só será menor do que os formados pelas bancadas do PT, com 88 deputados, e do PMDB, que tem 76. A união PP-PROS contará com 58 parlamentares, 41 deles do PP e 17 do PROS. A quarta força é a dos oposicionistas do PSDB, com 46 deputados. O PP já comanda a pasta das Cidades e deseja manter o controle com a saída de Aguinaldo Ribeiro, que irá disputar as eleições. Já o novato PROS almeja ficar à frente dos Portos, que tinha até o início do mês um titular ligado aos irmãos Cid e Ciro Gomes, filiados à legenda. “Claro que dá força para todo mundo envolvido. Mas também seria uma união que consolidaria o processo de fortalecimento da base”, diz Eduardo da Fonte (PE), líder do PP. Da Fonte ocupou a liderança neste mês após demover do posto o ex-líder, o deputado Arthur de Lira, acusado por setores do partido de se unir ao líder do PMDB, Eduardo Cunha, em articulações contra o governo. Em um gesto ao Palácio do Planalto, que tem restrições ao peemedebista, o presidente da legenda, senador Ciro Nogueira, interveio e apoiou a manobra de Da Fonte. O movimento foi um gesto de proximidade à presidente, com vistas às eleições de 2014, já que uma ala da sigla defende o apoio ao senador e presidencial Aécio Neves (PSDB-MG). A definição pela formação do bloco, contudo, deve ser tomada após consultas internas do PROS, incluindo os irmãos Gomes, e uma reunião com o presidente do PT, Rui Falcão. O líder da legenda na Câmara, Gilvaldo Carimbão, vê vantagens e desvantagens na associação. “Estou tendo a prudência de ouvir todos. Seria interessante participar da terceira bancada na Câmara”, afirmou. Alvos. O Ministério das Cidades, que tem Orçamento previsto para 2014 de R$ 24,1 bilhões, sendo R$ 7,5 bilhões para investimentos, está na mira do PP. A sigla quer continuar no comando da pasta mesmo com a saída de Ribeiro e já negocia sua permanência com o PT. Já o PROS tem como alvo a Secretaria de Portos. Leônidas Cristino, afilhado dos irmãos Gomes, deixou a pasta em outubro mesmo com o grupo político tendo deixado o PSB para continuar governista. A intenção dos dirigentes é que alguém do grupo seja alçado ao cargo para ficar a frente da pasta. Liderança Bloco. No Parlamento, a criação do bloco resultaria na escolha de apenas um líder na Casa. E as votações seriam orientadas como um todo, para todos os parlamentares do PROS e do PP.

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