Marcos Valério quer cumprir pena em Sete Lagoas

Condenado refaz a vida em fazenda que fica a 80 km da capital

iG Minas Gerais |

CELSO JÚNIOR/AGÊNCIA ESTADO - 9.4.2011
Ele teria feito um contrato de união com uma jovem de 21 anos
Condenado a mais de 40 anos no processo do mensalão, o empresário Marcos Valério está reorganizando a vida fora de Belo Horizonte. A informação é do jornal “O Globo”. O objetivo seria escapar de cumprir a pena na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana, e ir para o modesto presídio Promotor José Costa, localizado em Sete Lagoas, a 80 Km da capital mineira. Todo esse planejamento não só envolveu a mudança de domicílio como também formalização de união estável com uma jovem de 21 anos através de um contrato de gaveta. No cadastro da Polícia Federal (PF) em Minas, já consta que Valério possui a fazenda Santa Clara como moradia oficial. A propriedade está localizada em Caetanópolis, a 30 km de Sete Lagoas. É um município com pouco mais de dez mil habitantes e que não tem presídio. A possível solicitação para que cumpra pena em Sete Lagoas precisa ser apreciada pela Vara de Execuções Criminais e pela Secretaria de Defesa Social. O advogado Marcelo Leonardo, responsável pela defesa de Marcos Valério, disse a “O Globo” que cabe ao réu o direito de cumprir pena próximo ao local onde mora. Segundo o jornal carioca, Valério casou-se recentemente com uma jovem baiana de 21 anos, que mora em Sete Lagoas. O casamento foi feito através de um contrato de união estável, sem registro em cartório, mas oficialmente feito por um advogado e amigo íntimo dele. Ele e a primeira mulher, Renilda Santiago – mãe de seus dois filhos –, separaram-se em meio ao julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nos últimos seis meses, o operador do mensalão teria passado a circular com desenvoltura em Sete Lagoas. Já foi visto passeando no shopping da cidade, em casas de shows, cervejarias e pizzarias ao redor da Lagoa Paulino, um dos principais cartões-postais do município. Na cidade, Valério já teria até um conselheiro espiritual. (Com agências) Barbosa Atrás. A expectativa inicial do presidente do STF, Joaquim Barbosa, de votar os embargos declaratórios ainda neste mês deve ser frustrada. “Acho difícil. Na semana que vem temos só uma sessão”, declarou ontem. Defesa de ex-sócio de Valério quer que STF reanalise penas Brasília. A defesa de Cristiano de Mello Paz, publicitário que foi sócio de Marcos Valério e um dos condenados no julgamento do mensalão, entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido de análise de embargos infringentes – aqueles que podem mudar o resultado do julgamento –, além do declaratório. O advogado Castellar Modesto de Guimarães Neto expõe que houve desproporção entre a pena aplicada ao delito de formação de quadrilha e as de outras condenações. A defesa também pede a reanálise da pena de lavagem de dinheiro, sob o argumento de que Marcos Valério – que é corréu nesse crime – teve uma pena mais favorável. Paz foi condenado a 25 anos, 11 meses e 20 dias de prisão por formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

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