Pesquisadores da USP criam teste rápido para leucemia

Responsáveis pelo método brasileiro afirmam que ele pode ser usado no início das suspeitas, para descartar ou reforçar a necessidade de mais exames

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Reprodução
undefined
Um método que utiliza nanopartículas para diagnóstico da leucemia foi desenvolvido por pesquisadores da USP de São Carlos. Por ser um câncer de difícil identificação, uma vez que não existe um tumor sólido, a leucemia é alvo constante de estudos para facilitar sua detecção. Neste câncer, as células doentes ficam em circulação pelo corpo, e não apenas em um lugar, como nos demais. Seu diagnóstico atualmente é complexo e tem alto custo. Há muitos tipos de exames disponíveis e, quanto mais complexos, mais alto o valor, sendo que alguns  ultrapassam os US$ 2 mil. Os pesquisadores responsáveis pelo método brasileiro afirmam que ele pode ser usado no início das suspeitas, para descartar ou reforçar a necessidade de mais exames. Como as células cancerígenas produzem excesso de açúcar, os cientistas se aproveitaram dessa característica para desenvolver o teste. O grupo isolou em laboratório uma proteína, a jacalina – que é extraída da jaca--, que é fortemente atraída por esses açúcares. Durante o teste, uma amostra de sangue do paciente é retirada e fica em contato com as  nanopartículas por três horas. Depois, o material é enxaguado e passa por centrifugação para, em seguida, ser analisado em um microscópio de fluorescência simples, que identifica facilmente se há células cancerosas (que ficam fluorescentes). O grupo busca parcerias para transformar o teste em opção de diagnóstico.  

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave