Consumidor se mostra menos confiante em outubro, diz FGV

Índice é calculado dentro de uma escala de pontuação de até 200 pontos (quanto mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor)

iG Minas Gerais | da redação |

A confiança do consumidor caiu 2,2% no mês de outubro, após registrar alta de 1,0% em setembro. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira, 23, pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que informou o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), na série com ajuste sazonal. "Em outubro houve acomodação dos indicadores que medem a percepção sobre a situação atual e diminuição do otimismo em relação aos meses seguintes.", disse a FGV, em nota oficial. Com o resultado, o desempenho do indicador fechou em 111,7 pontos, mantendo-se abaixo da média dos últimos 60 meses (114,9 pontos) pelo oitavo mês consecutivo. O índice é calculado dentro de uma escala de pontuação de até 200 pontos (quanto mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor). O ICC é dividido em dois indicadores - o Índice de Situação Atual (ISA) e o Índice de Expectativa (IE). O ISA mostrou queda de 0,6%, ao passar de 121,3 para 120,6 pontos. No mês anterior, ele havia subido 3,5%. Já o IE caiu 3,0%, de 110,8 para 107,5 pontos. Em setembro, o IE havia avançado 0,4%. Após dois meses sustentando altas do ICC, as avaliações dos consumidores em relação à economia no momento atual foram menos favoráveis em outubro. O indicador que mede a satisfação com a economia local caiu 2,6%, para 81,0 pontos. Entre setembro e outubro, a proporção de consumidores que avaliam a situação atual da economia como boa diminuiu de 17,3% para 16,2%, enquanto a dos que a julgam ruim subiu de 34,1% para 35,2%. Com relação aos seis meses seguintes, houve piora no quesito que mede o otimismo em relação às finanças pessoais. O indicador cedeu 2,3%, ao passar de 136,0 pontos para 132,9 pontos, o menor desde janeiro de 2012 (129,7 pontos). A parcela de consumidores que projetam melhora da situação financeira familiar diminuiu de 39,8% para 37,2%, enquanto a dos que preveem piora aumentou de 3,8% para 4,3%. O levantamento abrange amostra de mais de 2.000 domicílios, em sete capitais, com entrevistas entre os dias 30 de setembro e 19 de outubro. A FGV informou ainda que a divulgação do ICC de outubro atrasou devido a problemas técnicos no site da fundação.  

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