Gilvan “dá bronca” em torcida e critica punição com mandos de campo

Dirigente disparou contra mau comportamento de torcedores e chamou os envolvidos nas confusões de "incivilizados"

iG Minas Gerais | DANIEL HOTT E DÉBORA FERREIRA |

Pedro Vilela/Vipcomm
Presidente aproveitou a missa pelo aniversário do clube para fazer campanha pela paz no futebol
As recentes confusões de alguns torcedores integrantes de organizadas do Cruzeiro têm causado prejuízos financeiros ao clube, que agora também corre o sério risco de ter que jogar no interior. Na noite de ontem, o Ministério Público chegou a proibir de duas torcidas – a Máfia Azul e a Pavilhão Independente – em estádios de futebol de todo o Brasil pelos próximos cinco meses. Diante disso, o presidente Gilvan se manifestou e pediu que torcedores tivessem “bom comportamento” dentro das arenas, pois as brigas estavam atrapalhando o time. “Tenho muita esperança que jogo no quinta haja uma absolução.  De qualquer forma, fica um aviso para a torcida, porque não é possível termos um comportamento desse tipo. Se tem desavenças, que resolvam de outra forma, não dentro do estádio. É uma demonstração de falta de civilidade. Futebol a gente tem que disputar com galhardia, com muita força, com muito vigor, muita vontade de ganhar, sem trazer transtornos para outros torcedores que estão lá para ver o espetáculo”, disparou o  dirigente, na manhã desta terça-feira, durante solenidade para o Sada Cruzeiro na Cidade Administrativa. Gilvan também não poupou críticas ao Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBDJ), que propõe a perda de um a dez mandos de campos para os clubes nestes casos de problemas com a torcida. Para ele, a intenção de criar a punição era inibir os torcedores, o que não tem ocorrido. O presidente celeste chegou até a usar a Gaviões da Fiel como exemplo. “Eu acho que esse tipo de punição é errado. Foi colocado no código como uma forma de inibir os torcedores, e não tem inibido. Acho um absurdo que por causa de o procedimento de uma, duas ou quatro  pessoas, uma 'nação' pague por isso. Eu espero que no futuro eles repensem esse tipo de punição porque ela não está valendo nada, haja visto o exemplo da torcida do Corinthians, que cometeu aquele ato de barbaridade lá na Bolívia (um adolescente foi atingido por um sinalizador e morreu), e as mesmas pessoas voltaram a cometer os mesmos atos aqui no Brasil”, reclamou. Atlético e Cruzeiro serão julgados na próxima quinta-feira pela indisciplina nas arquibancadas. A Raposa, por ter a sua torcida envolvida diretamente nos problemas, e o Galo, por ser o mandante e não garantir a segurança, como afirma o CBDJ.

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