Prefeitura e moradores querem desativar prisão

Pedido foi feito ontem, em audiência pública na Assembleia de MG

iG Minas Gerais | Jhonny Cazetta |

CHARLES SILVA DUARTE / O TEMPO
Presídio tem capacidade para 1.500 detentos, segundo a Seds
A desativação da Penitenciária José Maria Alkimin, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, e a abertura de um centro educacional no local foram solicitados ontem em audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado. O pedido foi feito por associações comunitárias do município e pela própria prefeitura, que associam a existência de inúmeros presídios na cidade ao aumento da criminalidade no município. A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), no entanto, vê a proposta como inviável, devido ao déficit prisional existente de Minas.   Apresentada no encontro, a principal alternativa ao presídio seria a criação de uma unidade educacional da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg). “É isso que batalhamos. Ribeirão das Neves só irá se transformar com menos penitenciárias e mais educação e cultura”, contou Roseli Carlos Augusto, da associação Rede Nós Amamos Neves. A sugestão da prefeita da cidade, Daniela Corrêa, é que os presos da Alkimim sejam transferidos para o Complexo Prisional Público Privado do município. “É uma situação lógica. Não queremos mais esse fardo. A maioria dos presos desse presídio são do regime semiaberto, e transitam livremente para praticarem crimes na região”, afirmou Daniela. Inviabilidade. A proposta dificilmente se concretizará em um curto espaço de tempo. O principal impedimento é a impossibilidade de o Estado abrir mão dos presídios de Ribeirão das Neves. A expectativa é que, até o final de 2014, as cinco unidades prisionais da cidade recebam 7.000 presos – o que ajudaria a diminuir o déficit estadual de vagas de mais de 15 mil, segundo a Seds. Atualmente, elas abrigam 5.000 detentos. “No momento não vemos a possibilidade de a secretaria abrir mão do presídio, com capacidade 1.500 presos, para criar uma unidade educação. Somente na região metropolitana, a demanda de vagas é de 6.000”, afirmou Pabloneli de Souza Vidal, superintendente de Articulação Institucional e Gestão de Vagas da Seds. Ele não relaciona a segurança da cidade à presença de presídios. “Há um trabalho sério da polícia, e acredito que a cidade hoje é menos violenta do que era a anos atrás”, afirmou Vidal. Alternativa Unidade. Apesar da proposta inicial de transformar a penitenciária em universidade ter sido descartada, o governo de Minas estuda a criação de uma unidade da Uemg na cidade.

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