Facebook volta a permitir vídeos de decapitação possam ser divulgados

Rede social, que havia proibido a postagem e compartilhamento de imagens chocantes, permite mais uma vez que esse tipo de conteúdo circule em seu site

iG Minas Gerais | GUILHERME ÁVILA
Com informações da BBC Brasil
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Joerg Koch/AP
Facebook diz que usuários devem ser livres para assistir e condenar vídeos com imagens chocantes
O Facebook confirmou neste terça-feira (22) que agora acredita que seus usuários devem ser livres para assistir e condenar vídeos que mostram pessoas sendo decapitadas. A rede social havia introduzido uma proibição temporária em maio após denúncias de que esses vídeos poderiam causar danos psicológicos a longo prazo e acrescentou que ainda está considerando o uso de avisos para alertar sobre esse tipo de conteúdo.   Na época, a ideia da proibição geral preocou ativistas pela liberdade de expressão, que sugerem ser uma responsabilidade dos pais, e não da empresa, proteger as crianças de conteúdos na internet. Hoje, o Facebook permite que qualquer pessoa com 13 anos ou mais crie uma conta e seus termos e condições afirmam que fotos ou vídeos que "glorificam a violência", além de outros materiais proibidos, como por exemplo a exposição total dos seios de uma mulher, ainda serão removidos.   "Há muito tempo que o Facebook é um lugar que as pessoas usam para compartilhar suas experiências, particularmente quando estas são ligadas a eventos controversos, tais como violações de direitos humanos, atos de terrorismo e outros eventos violentos", disse um porta-voz da empresa americana. "Acreditamos que as pessoas compartilham um vídeo de decapitação para condená-lo. Se o vídeo estivesse sendo celebrado, ou suas ações estivessem sendo incentivadas, a nossa abordagem seria diferente."   Vídeos que mostram pessoas sendo decapitadas estão disponíveis em outros lugares na internet, inclusive no YouTube, mas os críticos levantaram a questão de que o sistema de alimentação de notícias do Facebook e outras funções de compartilhamento significam que a rede social é particularmente propícia à disseminação desse tipo de material violento.   Para o psicólogo Arthur Cassidy, que coordena uma organização que trabalha com a prevenção de suicídios na Irlanda do Norte, a mudança na política do Facebook é condenável. "São necessários apenas alguns segundos de exposição a este tipo de material para deixar um traço permanente, principalmente na mente de um jovem. Quanto mais gráfico e colorido for o material, mais psicologicamente destrutivo ele é", afirma.

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