Reclamações do atendimento do 190 crescem mais 54% e é tema de audiência na ALMG

De janeiro a setembro de 2012 foram 72 reclamações. Nos mesmos nove meses deste ano já foram 111 registros; para deputado, o atendimento deve ser feito por militares e não por civis

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

As reclamações sobre o  atendimento via 190 da Polícia Militar (PM) cresceram 54,16% do ano passado para cá, de acordo com dados da ouvidoria do Estado de Minas Gerais, apresentado pelo deputado estadual Sargento Rodrigues (PDT), durante audiência pública da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), presidida por ele, na manhã desta terça-feira (22). De janeiro a setembro de 2012 foram 72 reclamações. Nos mesmos nove meses deste ano já foram 111 registros. Para o deputado, o que contribui para o crescimento deste número é devido ao atendimento não ser realizado por policiais. Desde 2004, são 283 funcionários da empresa terceirizada MGS que recebem as solicitações da população. A comissão questiona a capacidade destes civis para registrar as ocorrências. "O que nós defendemos é a recolocação de policiais militares para trabalhar no 190, porque é visível a diferença (do serviço) prestado por um civil. O policial militar tem mais preparo”, argumentou Rodrigues. Para ele, o ideal seria realizar um novo concurso ou recontratar militares aposentados para assumirem a atividade. Segundo a assessoria da MGS, todos os funcionários que atuam no setor fizeram treinamento de três meses, um total de 305 horas, sendo que 60 horas são de treinamento prático, e têm condições de realizar bem o atendimento do 190. O tenente-coronel Marcus Vinícius Veloso Lima do Centro Integrado de Comunicações Operacionais da PM (Cicop) informou que a o efetivo da polícia atualmente é pequeno para agrupar mais esta função.  "A prefeitura tem que ser responsável também pelo problema. Eles poderiam estender o número de agentes para receber as solicitações, principalmente as referentes a perturbação de sossego", explicou. Contudo, a assessoria da Secretaria Municipal Adjunta de Fiscalização (Smafis) de Belo Horizonte informou que a atuação dos fiscais da prefeitura não agem da mesma maneira que a PM. No caso de poluição sonora, a PBH não faz atendimento de situações domésticas, apenas reclamações sobre comércios e eventos, onde existem os pronto-atendimentos às quintas-feiras e aos domingos das 19h às 1h e nas sextas-feiras e aos sábados das 20h às 2h.  

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