Justiça recebe pedido de prisão de "quadrilha dos playboys" em Araguari

Investigações tiveram início há cerca de seis meses e 12 pessoas já haviam sido presas, mas liberadas; outros seis integrantes da quadrilha foram identificados e a Polícia Civil pediu a prisão preventiva dos 18

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

Divulgação/ Polícia Civil
Entenda como funcionava a hierarquia da "quadrilha dos playboys"
A Polícia Civil de Araguari, no Triângulo Mineiro, pediu a prisão preventiva de 18 pessoas, suspeitas de integrar uma quadrilha que vendia drogas sintéticas em festas de música eletrônica, além de distribuírem as drogas aos traficantes da região. 12 suspeitos já haviam sido presos em agosto durante a operação "After Party", mas foram liberados por falta de renovação da prisão temporária. As investigações começaram há seis meses e foi constatado que os integrantes da quadrilha tem entre 20 e 30 anos e a maioria deles eram de classe média alta. Conforme o portal O TEMPO reportou no dia 26 de agosto deste ano, os suspeitos costumavam ostentar o alto padrão de vida, promovendo passeios em helicópteros e festas luxuosas. Segundo o delegado Fernando Stori, que está a frente do caso, dois envolvidos de Uberlândia repassavam comprimidos de ecstasy para traficantes de Araguari e, desta forma, os traficantes revendiam a droga para usuários em festas eletrônica. Ainda de acordo com o delegado, o grupo passou a ser conhecido como a "quadrilha dos playboys", por causa da condição social e financeira dos integrantes. Em uma das apreensões, a polícia civil encontrou 2.100 comprimidos de ecstasy, que seriam vendidos por R$ 50,00 cada um. Com isso, a quadrilha deixou de lucrar R$ 105 mil. Ainda de acordo com Stori, as provas conclusivas sobre o caso renderam um inquérito policial (IP) de cerca de mil páginas, muitas dela, frente e verso. "Nunca vi um IP tão volumoso como este aqui na delegacia", disse. O material foi enviado à Justiça nesta segunda-feira, juntamente com o pedido de prisão dos suspeitos. Segundo o delegado, se o pedido for aceito pelo juiz, a quadrilha pode ser presa em até quatro dias, a partir da data em que o pedido foi deferido. "Não há risco de fugirem, porque temos toda a ficha deles e, mesmo assim, eles tem posses, trabalho e família na região. Eles sabem que se ficarem foragidos, é pior pra eles. Na primeira prisão, por exemplo, dois suspeitos que estavam foragidos se apresentaram na delegacia poucos dias depois", informou Stori.  O último foragido da quadrilha, Antonio Dornelas, vulgo Titonho, foi detido nessa quarta-feira (16).  

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave