Hospitais de Belo Horizonte recebem simulado de catástrofe

A medida, que visa preparação para a Copa do Mundo, abrangeu os hospitais João XXIII, Risoleta Neves, Odilon Behrens e Eduardo de Menezes

iG Minas Gerais |

ALEX DE JESUS/O TEMPO
Cidades - Em preparacao para os grandes eventos que serao realizados em Belo Horizonte MG, o Hospital Risoleta Tolentino Neves participou de uma simulacao para estar preparado assistencia as vitimas de catastrofes . Foto: Alex de Jesus/O Tempo 22/10/2013
Dezenas de pessoas caídas no chão, desacordadas e com grandes ferimentos. O cenário de tragédia que assustou muita gente era, na verdade, uma simulação, que colocou em teste o Plano Branco, elaborado há dois anos pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), para casos de catástrofes com múltiplas vítimas. A medida, que visa maior preparação para a Copa do Mundo, levou cerca de 130 atores maquiados aos hospitais João XXIII, Risoleta Neves, Odilon Behrens e Eduardo de Menezes. Segundo o consultor de emergência e urgência da SES, Welfane Cordeiro, a simulação é denominada estresse. “As entidades de saúde foram testadas em todas as áreas, tanto no pronto atendimento, no CTI e no bloco cirúrgico, semelhante ao que ocorreria em uma tragédia com muitas vítimas. É muito importante para termos certeza de que o plano que bolamos terá o funcionamento conforme planejado”, explicou. Revolta. Porém, enquanto alguns se assustavam com o sangue das maquiagens, outros se revoltavam com a situação real dos hospitais. “Meu amigo está com um corte profundo após sofrer um acidente em casa. Já faz mais de duas horas que está esperando e, agora, vem esse tanto de médico participando desse simulado”, disse o pedreiro José Omar Alves, de 34 anos, que assistiu à simulação no Hospital Risoleta Neves com maus olhos. Um senhor que estava sentado na calçada do hospital se indignou após levar uma pisada de um dos médicos que atendiam aos atores. “Estou aqui desde a madrugada, sentindo dor na perna, e o que eu recebo é uma pisada enquanto socorrem feridos de mentira?”, gritou ele, que não foi identificado. Em questão de minutos o homem foi atendido e levado para o interior do hospital. Apesar das reclamações, a assessoria da unidade de saúde afirmou que o simulado não alterou o atendimento aos pacientes reais. 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave