Escola onde criança foi mordida é embargada por falta de alvará

Crianças ficarão sem ir à instituição até que as irregularidades constatadas sejam sanadas; segundo advogado, documentos que certificam a regularização já foram enviados

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

OSWALDO RAMOS
CRIANÇA MORDIDA CERCA DE 30 VEZES EM ESCOLA
A escola infantil Interagir, localizada no bairro Eldorado, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi embargada pela prefeitura nessa segunda-feira (21). Isso significa que até se adequar aos padrões necessários, ela não poderá funcionar normalmente. A instituição particular é a mesma onde, há uma semana, uma criança de 1 ano e 10 meses foi mordida cerca de 30 vezes por um coleguinha enquanto estava sem a supervisão de nenhum responsável da escola. O caso foi denunciado pelo pai da criança, Wagner Silva, que ficou indignado com a situação e revelou que não foi a primeira vez que a filha dele foi mordida por outras crianças dentro da instituição. Na ocasião, a direção da escola informou que a menina estava dormindo em um dos berçários no momento em que ocorria uma festa no local, e por isso os choros dela não foram ouvidos. Só após abaixarem o som é que ouviram a menina chorando e foram ver o que havia acontecido. Foi constatado que um menino da mesma idade que ela havia aberto a porta, entrado no berçário e mordido a criança. O diretor do departamento de licenciamento urbano, da Secretaria de Desenvolvimento Urbano de Contagem, Eduardo Eustáquio, informou que após a denúncia do pai da criança, a fiscalização fez uma visita ao local e constatou que o mesmo não possuía alvará de funcionamento, portanto, o embargo. Ainda segundo ele, a instituição é visitada diariamente por um fiscal para assegurar que não esteja funcionando. A entrada de professores e funcionários, no entanto, é permitida. Caso a escola volte às atividades antes de apresentar o alvará, ela será interditada. De acordo com o advogado da instituição, Francisco Simin, a irregularidade que causou o embargo era a falta do laudo de um engenheiro, mas, segundo ele, o documento já foi encaminhado para a prefeitura nesta terça-feira (22) e a escola deve voltar a funcionar em breve. 

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