Dilma Roussef defende transposição e diz que obras estão em pleno andamento

Presidente afirmou que dez novas ordens de serviço foram emitidas nos últimos meses para a expansão da obra nos dois canais e que foram contratados mais 2 mil trabalhadores

iG Minas Gerais | da redação |

douglas magno
Severino faz força para levantar a carroça e carregar água para a família beber
As obras de transposição do Rio São Francisco estão em pleno andamento, com mais de 6,5 mil trabalhadores nos canteiros e mais de 1,8 mil equipamentos em atividade. Esse balanço foi apresentado nesta terça-feira, 22, pela presidente Dilma Rousseff na coluna semanal Conversa com a Presidenta, publicada em cerca de 200 jornais do Brasil. De acordo com Dilma, em quatro trechos do empreendimento, as construtoras trabalham 24 horas por dia: São José de Piranhas (PB), Salgueiro, Cabrobó (PE) e Jati (CE). "A obra será concluída em 2015, mas já em 2014 teremos os primeiros cem quilômetros concluídos em cada eixo do empreendimento, o Norte e o Leste", afirmou. Ela argumentou que as obras do São Francisco nunca foram interrompidas e que sempre contaram com mais de 3 mil trabalhadores nos canteiros. "Mesmo quando houve paralisação em algum trecho, nos outros os trabalhos continuaram", defendeu. Segundo Dilma, nos trechos com dificuldades, contratos foram renegociados, empresas foram trocadas e o ritmo das obras se intensificou. A presidente afirmou que dez novas ordens de serviço foram emitidas nos últimos meses para a expansão da obra nos dois canais e que foram contratados mais 2 mil trabalhadores. As águas do São Francisco serão levadas numa extensão de 470 quilômetros e beneficiarão 325 comunidades que residem a uma distância de até cinco quilômetros de cada margem dos canais, afirmou. "A cada um real investido no São Francisco, outros três reais são aplicados em outras barragens, adutoras e canais, que já estão transformando o Semiárido brasileiro", destacou. Conforme Dilma, pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) os investimentos mais que triplicaram, passando de R$ 7,2 bilhões, no PAC 1, para R$ 28 bilhões, no 2. A presidente ressaltou que a participação da engenharia do Exército tem sido importante no projeto do São Francisco, num trabalho complementar ao das construtoras privadas. "Os canais de aproximação dos Eixos Norte e Leste foram concluídos pelos militares. O Exército está construindo ainda estradas de acesso às estações de bombeamento e cuidando de obras em outras áreas, como estradas e aeroportos", afirmou. Na análise de Dilma, a parceria entre o setor público e o privado, com o auxílio do Exército, "é boa para a infraestrutura do País". A presidente argumentou que, sob essa fórmula, ao mesmo tempo em que são executadas soluções para gargalos estruturais, a equipe técnica militar é mantida sempre mobilizada e em contato com as mais modernas tecnologias construtivas. Máquinas Dilma também falou, na coluna desta terça-feira, sobre a distribuição de máquinas às pequenas cidades. "Estamos doando, para todos os municípios com até 50 mil habitantes, e aos que estão em situação de emergência por causa da seca, um kit de máquinas contendo uma retroescavadeira, uma motoniveladora e um caminhão-caçamba", citou. Esse tema já tinha sido abordado nesta segunda-feira, 21, pela presidente no programa semanal de rádio Café com a Presidenta. De acordo com Dilma, serão beneficiados 5.061 municípios e já foram distribuídos 7.689 equipamentos.  

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave