Campos defende alternância

Pré-candidato à Presidência pelo PSB afirma que o partido precisa aprender com os erros dos outros

iG Minas Gerais |

:ASCOM / GOV PERNAMBUCO
Avaliação. Campos disse que é possível planejar para entregar obras públicas dentro do cronograma
Recife. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), afirmou ontem que a alternância do poder evita que um partido agregue “defeitos”, como corrupção e briga por cargos, e disse esperar que o PSB “aprenda com os erros dos outros”. Foi uma referência à entrevista publicada no domingo pelo jornal espanhol “El País” na qual o ex-presidente Lula disse que o PT acumulou vícios após entrar no governo – o partido está no comando do Planalto há 11 anos. Para Campos, provável candidato à Presidência da República nas eleições do ano que vem, os quadros partidários vão “ganhando simplicidade com esta alternância, vão ficando ‘linkados’ com o dia a dia”. “O que blinda as instituições dos vícios e distorções é a capacidade de se inovarem, de estarem submetidas ao controle social, à alternância de papel que passa a cumprir na vida política do país”, afirmou, ressaltando a importância de todos os partidos governarem e fazerem oposição. “Exercer o governo e exercer a oposição é um ciclo que alimenta o processo de renovação dos quadros partidários, que vão ganhando simplicidade”. O socialista afirmou que o PSB tem a “obrigação de aprender com os erros dos outros”, precisa “estar preparado para assumir responsabilidade e, na medida em que assume responsabilidades maiores, ter a preocupação para não reproduzir os velhos erros”. O PSB é o partido que mais cresceu na última eleição e acabou de ganhar um cabo eleitoral de peso: a ex-senadora Marina Silva, que teve mais de 20 milhões de votos na última eleição para presidente. Obras. Campos fez coro com o também presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG) nas críticas à lentidão de obras federais, como a transposição do rio São Francisco e a ferrovia Transnordestina. Questionado ao visitar as obras de um hospital estadual sobre a possibilidade de cumprir o cronograma de grandes obras federais, Campos afirmou que “dá para fazer”, desde que haja capacidade de gerenciamento. Reportagem da “Folha de S.Paulo” no sábado mostrou que um dos eixos da transposição do São Francisco, que deveria ter ficado pronto em 2010, andou somente 1% neste ano e somente deve ser concluído no fim de 2015. A obra é conduzida pelo Ministério da Integração Nacional, que até o início deste mês era comandado pelo PSB de Eduardo Campos. O presidenciável socialista disse que é preciso adotar um “modelo de governança” que tome medidas corretivas a cada atraso detectado nas obras. Apoio. Em audiência com Campos, o presidente do PT de Pernambuco, deputado federal Pedro Eugênio, comunicou a entrega dos cargos ocupados por petistas. A atitude não significa rompimento, nem o PT fará oposição sistemática ao governo de Pernambuco, assegurou Eugênio, depois do encontro, que durou uma hora e meia. A decisão ocorreu após as críticas de Campos ao governo federal.      

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